terça-feira, 30 de outubro de 2007

"Amar é eterna inocência"


"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"



(Inspirado depois de ler o "Soneto de Separação" do Vinícius que a Veridiana - minha maninha- Postou)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

"minha admirável Vida Seca"



Com toda essa história de aquecimento global e tanto mais, quero ser sucinto e modesto pra escrever o que esquentou em minha cabeça agora mesmo.

Sabe, hoje foi um dia de muito calor aqui em nossa cidade, estou me tornando seco, definitivamente seco, com todo esse clima.

deixa eu explicar, tudo começou com a peça teatral "O Brasil de todos nós" que estávamos montando pro festival em Araçatuba-SP, eu era o nordestino. Deve ser por ter a cabeça mais achatada. (risos). O fato é que de lá pra cá, venho pensando que guardo dentro de mim, um verdadeiro sertão. Tenho dentro de mim, uma secura que não quer humidecer.

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Quando é chegado o frio, algo sensível começa a brotar na gente. Nada mais gostoso de estar com amigos, tomando desde um vinho ao chocolate quente. em especial, o frio nos atrai ao famoso desejo de se aquecer. Já sofri muito no frio. Já senti também muita frieza.

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Mas, hoje percebo que também senti e vi a dolorida face da secura. Sim, a vida seca, minha e de tantos outros.

Se o frio tem em si um quê de romântico, de proximidade, de aconchego, de ficar juntinho...o meu sertão só me faz lembrar a sede que tenho e temo, a vastidão do deserto, o eco do grito que dou sem resposta. Como se todas as tardes fossem tardes de domingo, vazias, pobres.

Esse calor, esse maldoso calor, lembro dele também quando pré-sinto o 'fogo que arde sem se ver', tenho certeza que se conversasse com Camões, ele concordaria em dizer que era calor que sentia, era sede, era sertão...era sua pobre vida seca. Pobre Camões!

viver o personagem nordestino, me fez lembrar tantas coisas impregnadas em mim.Das quais a minha secura, silenciara.E se sofri muito no frio, também sofro no calor. Pois quando sinto calor não sei onde posso ir. Procuro uma fonte, como Exupery, um oásis. E como desejei um oásis. Percebo-me fadado a nunca estar feliz onde estou.

todas essas são idéias avulsas que não consigo terminar. O calor queimou minha idéia, meu neurónio, minha opinião. Quem está no sertão sabe.

"Todo homem é um sertanejo...

o sertão está em toda parte..."

"e arde sem se ver...

e arde sem se ver..."

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

"Eu quero o silêcio das linguas cansadas"




“Vez ou outra acabo percebendo a minha pequenez,
tão miserável, tão seca, tão rubrica.
E o que eu mais quero nesses momentos
É estar com alguém que me faça ver que

não sou tão fraco assim.
Por que a gente sempre quer alguma coisa?”

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Doente dos olhos...

Acho que estou começando a me adoecer...
Não quero, tento evitar...
Não quero mais me enganar.

domingo, 14 de outubro de 2007

"Estes são os meus pensamentos"

"Porque é tão difícil ser objetivo sobre mim mesmo?
Porque me sinto tão celularmente sozinho?
Esperam mesmo que eu viva nessa cidade maluca?
Será que a tradição de negar a vida que é continuada cegamente,
induzida pelo medo e regurgitada pode servencida?
Para onde vai o dinheiro que mando
para aqueles que estão em necessidade?
Se temos tanto porque algumas pessoas não têm nada?
Por que me sinto de mau humor quando acordo de manhã?
Porque você diz ser espiritualizado
mas trata aspessoas como se fossem lixo?
Como você pode se dizer próximo de Deus
e falar pelas minhas costas
como se eu não fosseUma parte de você?
Porque eu digo estar bem quando
éÓbvio que não estou?
Porque é tão difícil te dizer o que Eu quero?
Porque você não pode simplesmente ler minha mente?
Porque eu tenho medo de que quanto mais calmo eu esteja
menos Você vai me ouvir?
Porque eu me importo se você gosta de mim ou não?
Porque é tão difícil para mim ficar irritado?
Porque é tão difícil se manter consciente
e tão fácil se deixar levar e não o contrário?
Será que me mudarei de volta para o Canadá?
Poderei estar com uma amante de quem serei
tanto aprendiz quanto mestre?
Porque sou encorajado a me calar quando estou
tão próximo do que realmente quero falar?"

(These Are The Thoughts -
-Estes são os meus pensamentos-
'Alanis Morissetti')

"Dia da Padroeira"

Como eu não sei rezar,
só queria mostrar
meu olhar,
meu olhar,
meu olhar...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Minha briga, meu abrigo"

Não sei porque cargas, resolvi escrever. Talvez por estar admirado com o que acontece por ai a fora. Hoje, ao ler algumas notícias pela net, encontrei uma que me chocou. Confesso que até agora estou esforçado na missão de entender o que aconteceu. Sim, foi o quadro do Monet.
O quadro "alvo" é "A ponte de Argenteuil" um óleo sobre tela de 60,5 por 80 centímetros pintado por Claude Monet em 1874, ano da primeira exposição do grupo impressionista. O fato é que um grupo de quatro garotos e uma jovem, o sujaram em vários pontos e depois acertaram um soco na pintura antes de fugir.Vejam bem: "acertaram um soco"
caros amigos, o que é um soco? O que é um quadro de Monet?Quem pensavam ser esses jovens?

Estou perplexo. Ando pelo mundo quase descontente e agora, acontece isso? Um sinal visível que a raça humana é desumana.Aceitem isso como meu pedido de socorro. Estou esmorecendo.
Não, não faço tempestade em copo dagua, não é só um quadro, e nem é tanto pela minha paixão pela obra de Monet. Mas, é a pulsão maldosa, soberba e escura, desses gigantes.
Esses jovens que insultaram, sujaram e rasgaram com socos a pintura, estavam de que lado? Defendiam quais verdades? Adoravam quais deuses?Tinham por mérito quais vantagens?
Caros amigos, me ajudem. Estou a ponto de ruir. Corvos perseguem meus pensamentos.
De que lado eu estou?
Não dou soco em quadros, nem queimo bandeiras. Mas qual é a minha luta?Minha briga?
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Temo não conseguir terminar o meu texto, mas tenho que ainda contar outras admirações. Em um lugar no mundo, me parece que na China, jovens, (vejam bem-jovens-) fazem campanhas de abraços. Sim, abraços gratuítos. Ora! Quanta genialidade, quanta sutileza. Amor gratuíto, apreço gentil.
E Eu.....passo dias, dias e mais dias, sem despertar. Adormecido no meu medo ignorante.
Meus projetos não saem dos papéis. Enquanto isso, o Chico Vieira ensina bonecos de bexigas para crianças.

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Tudo isso me remete a jovens de força. Faço lembraça aqui do jovem Ernesto. Hoje, dia 09, completa 40 anos de sua morte. Um militante. Fiel até o fim a suas convicções. Há de se aprender muito com esse jovem. Já vi filmes, li livros, e o que me desperta: admiração.
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"Em que espelho ficou perdida a 'minha' face?"
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" Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos."
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"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário" Apelo de Che Guevara em maio de 1967


(*14 de Junho de 1928/
+ 09 de Outubro de 1967)
"Em que espelho ficou perdida a 'minha' face?"
(Cecília Meirelles)

"Eu, trovador de mim"


O trovador solitário
Na sua cantiga mais miúda
Na sua melodia mais fugaz
Toca entre acordes que dormem
Toca como se pudesse tocar-se
Mas está frio, decadente, pueril
ateu, faminto e sujo
Esqueceu-se da bebida,
como se esquece de um bemól
Não levanta, não erra, não cisma
tudo pequeno demais
tudo fugaz.
Pintura: "O velho guitarrista" de Pablo Picasso.
Poesia- minha mesmo!

sábado, 6 de outubro de 2007

"Se minhas mãos pudessem desfolhar"

Pronuncio teu nome, nas noites escuras,
quando vêm os astros, a beber na lua,
e dormem as ramagens, dos arvoredos ocultos.
e sinto-me vazio de paixão e música.
louco relógio que canta, antigas horas mortais.
Pronuncio teu nome, nesta noite escura,
e teu nome me soa, mais distante do que nunca,
mais distantes do que todas as estrelas,
e mais dolente do que a mansa chuva.
Tornarei a te querer como então, alguma vez?
Que culpa, tem meu coração?.
Se a névoa dissipa-se, que outra paixão me espera?
será tranquila e pura?
se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!
( Garcia Lorca )