sábado, 29 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Humildade
Esta poesia estava guardada, e agora, não consigo ver momento mais exato de publicá-la aqui no meu blog, do que esse. Chega a ser tão propício que começo a acreditar que vivi a alguns anos atrás sussurrando ao pé do ouvido dessa moça. Nada mais hoje, caros amigos, pode significar a minha vida, como esses versos de Cecília Meireles. "Eis a vida que devia ter sido e não foi!"
Humildade
Tanto que fazer!
livros que não se lêem, cartas que não se escrevem
línguas que não se aprendem, amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.
Amigos entre adeuses,crianças chorando na tempestade,
cidadão assinando papéis, papéis, papéis...
até o fim do mundo assinando papéis.
E os pássaros detrás de grades de chuvas,
e os mortos em redoma de cânfora.
(E uma canção tão bela!)
tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos
Nem para quê.
Cecília Meireles
Humildade
Tanto que fazer!
livros que não se lêem, cartas que não se escrevem
línguas que não se aprendem, amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.
Amigos entre adeuses,crianças chorando na tempestade,
cidadão assinando papéis, papéis, papéis...
até o fim do mundo assinando papéis.
E os pássaros detrás de grades de chuvas,
e os mortos em redoma de cânfora.
(E uma canção tão bela!)
tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos
Nem para quê.
Cecília Meireles
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
"Dia de São José"
"Para aqueles que pensam
que dia 19 de março é dia de São José,
é porque ainda não viram
o que fizemos no dia 19 desse mês!"
Na manhã do dia 19 de setembro, acordei encorajado. Iria cumprir com o combinado: “plantaria uma árvore”. Sentia-me eufórico, como quem vai a uma festa, como quem vai celebrar um ritual. Estava encorajado pela canção da natureza.
Ao chegar ao ponto perto da casa da Celinha, nossa amiga e membro da APEG, avistei o professor Letério e nosso poeta Maurício Tech. E foi ao me aproximar que algo definitivamente me tocou.
Subitamente começam a chegar dezenas de outras pessoas. Estávamos rodeados de grupos e associações como: APEG, Conceb’s Araceli, alunos do CSA, grupo dos Escoteiros de Garça, os funcionários da SAMA, Policiais, jovens atiradores do TG. E uma e outra adesão individual como a minha. Pois não pertencia a nunhum dos grupos no momento. Mas, também acredito que foi isso que me tornou mais suscetível para perceber ‘o que me tocou’.
Eu, que moro naquele bairro desde quando nasci e que passava por todo aquele ‘vilarejo’ quase todos os dias, conheci a mediocridade humana dia pós dia. Concordo e louvo a brilhante idéia em que a família Izar juntamente com a SAMA se propôs efetivar no dia de hoje. Estão de parabéns e merecem toda a minha cordial louvação.
Só que a minha festa se tornou uma ameaça.
Quando observava várias crianças e adultos aproximarem de buracos já feitos no chão e mudas pré-plantadas, descobri o que realmente fui receber ali. Recebi a ameaça. Recebi a imagem que tocou-me profundamente, a mesma que se vê quando simplesmente pegamos o peixe do outro que pescou. Ora, alguém havia idealizado aquilo, outro porém deve ter plantado muda por muda, outro feito o buraco. Mas quem a plantou? Fui eu? E qual a minha responsabilidade com aquela nova floresta? É inevitável não lembrar de Exupéry, e parafraseando-o digo a todos nós, e a mim “tu te torna eternamente responsável por aquilo que ‘cultivas’”. Fui ameaçado ao ver plásticos, entulhos e roupas, vejam vocês até roupas, nas proximidades da nossa mina São José....
“Ô meu São José, a ti que confiamos o nome desta mina, que tão grande graça do céu poderia nos vir, se não a de comparar nossa escondida mina, com a vossa escondida história. Foste vós que acolhestes Maria mãe de Jesus, foste vós ensinaste um pouco de humanidade ao deus-feito-homem. Ensinai a nós, pequenos garcenses a acolher vosso rio, e a nos tornarmos um pouco mais humanos no decorrer das gotas contadas que brotam de nosso amado solo. Rogai a Deus por nós ó São José.”
... A mina que desde 1956 vêm servindo o município, está rodeada de problemas e de árvores e está ameaçada. Professor Letério, Mauricio Tech e eu, demos uma volta e percebemos grandes descuidos que os nossos próprios vizinhos, se me permitem ‘capitalistas’, tentam desperceber. O que me tocou, foi a certeza de que não posso parar por aqui, e que ao ser fiel no pouco, muito mais me é confiado. Nossa história não pode ser esquecida. E eu já não posso ser mais um que posa para flashs de fotos, como ‘pseudos’ ambientalista ou ‘pseudos’defensor de causas mundialmente enobrecedoras.
Termino este meu texto com a frase do ‘Guevara’: “Não me esperem para a colheita, estarei sempre semeando”. Feliz dia da árvore. Sinta-se ameaçado se puder, e perceba-se ‘eternamente responsável’ por tudo que cultivas...Oh!!! “Verde que te quero verde”....E da luta, não me retiro.
Ao chegar ao ponto perto da casa da Celinha, nossa amiga e membro da APEG, avistei o professor Letério e nosso poeta Maurício Tech. E foi ao me aproximar que algo definitivamente me tocou.
Subitamente começam a chegar dezenas de outras pessoas. Estávamos rodeados de grupos e associações como: APEG, Conceb’s Araceli, alunos do CSA, grupo dos Escoteiros de Garça, os funcionários da SAMA, Policiais, jovens atiradores do TG. E uma e outra adesão individual como a minha. Pois não pertencia a nunhum dos grupos no momento. Mas, também acredito que foi isso que me tornou mais suscetível para perceber ‘o que me tocou’.
Eu, que moro naquele bairro desde quando nasci e que passava por todo aquele ‘vilarejo’ quase todos os dias, conheci a mediocridade humana dia pós dia. Concordo e louvo a brilhante idéia em que a família Izar juntamente com a SAMA se propôs efetivar no dia de hoje. Estão de parabéns e merecem toda a minha cordial louvação.
Só que a minha festa se tornou uma ameaça.
Quando observava várias crianças e adultos aproximarem de buracos já feitos no chão e mudas pré-plantadas, descobri o que realmente fui receber ali. Recebi a ameaça. Recebi a imagem que tocou-me profundamente, a mesma que se vê quando simplesmente pegamos o peixe do outro que pescou. Ora, alguém havia idealizado aquilo, outro porém deve ter plantado muda por muda, outro feito o buraco. Mas quem a plantou? Fui eu? E qual a minha responsabilidade com aquela nova floresta? É inevitável não lembrar de Exupéry, e parafraseando-o digo a todos nós, e a mim “tu te torna eternamente responsável por aquilo que ‘cultivas’”. Fui ameaçado ao ver plásticos, entulhos e roupas, vejam vocês até roupas, nas proximidades da nossa mina São José....
“Ô meu São José, a ti que confiamos o nome desta mina, que tão grande graça do céu poderia nos vir, se não a de comparar nossa escondida mina, com a vossa escondida história. Foste vós que acolhestes Maria mãe de Jesus, foste vós ensinaste um pouco de humanidade ao deus-feito-homem. Ensinai a nós, pequenos garcenses a acolher vosso rio, e a nos tornarmos um pouco mais humanos no decorrer das gotas contadas que brotam de nosso amado solo. Rogai a Deus por nós ó São José.”
... A mina que desde 1956 vêm servindo o município, está rodeada de problemas e de árvores e está ameaçada. Professor Letério, Mauricio Tech e eu, demos uma volta e percebemos grandes descuidos que os nossos próprios vizinhos, se me permitem ‘capitalistas’, tentam desperceber. O que me tocou, foi a certeza de que não posso parar por aqui, e que ao ser fiel no pouco, muito mais me é confiado. Nossa história não pode ser esquecida. E eu já não posso ser mais um que posa para flashs de fotos, como ‘pseudos’ ambientalista ou ‘pseudos’defensor de causas mundialmente enobrecedoras.
Termino este meu texto com a frase do ‘Guevara’: “Não me esperem para a colheita, estarei sempre semeando”. Feliz dia da árvore. Sinta-se ameaçado se puder, e perceba-se ‘eternamente responsável’ por tudo que cultivas...Oh!!! “Verde que te quero verde”....E da luta, não me retiro.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
"Perdendo os dentes" (agora o do nosso juízo)...Eita vida besta!

Realmente é de rir o fato que me aconteceu agora pouco a noite, quando ainda estava a me alimentar, depois de um exausto dia de serviço e de aulas 'exatas' do cursinho. Foi de frente com a televisão que espantosamente descobri, ao comer o meu lanche, mais uma faceta do 'admirável mundo novo'.
Agora, para trabalhar de vigia em uma cidade do Rio, o condidato deverá ter no mínimo 20 dentes. Que patético.Essa, é mais uma daquelas que a gente para e pensa...olha daqui, olha dali, e no final suspira e diz: "Vou morrer e não vou ver tudo". Agora já não dá mais. Quem pode entender?
Espero que nessa loucura de tantos dentes pra cá, tantos outros pra lá, não percam o de lá do fundo...Esses homens... Ainda vão dar o que falar... Se quiserem podem confirir no site:
Espero que nessa loucura de tantos dentes pra cá, tantos outros pra lá, não percam o de lá do fundo...Esses homens... Ainda vão dar o que falar... Se quiserem podem confirir no site:
divirtam-se e se puder solte risos...enquanto ainda você não 'perdeu os seus dentes'... e lembrem-se não percam o 'juizo', um dia vocês poderão prescisar dele, mesmo se for candidato em uma prova pra ser vigia.
P.S.: Para ler escutando "Perdendo os dentes" (Pato Fu)

domingo, 16 de setembro de 2007
Sei lá...
hoje tô me sentindo 'o último dos românticos'...no fundo eu sei porque. Mas, mantenho o segredo. É algo intocável. O universo ao meu redor, é bem menor do que eu sou. Estou abrindo meus poros, e papilas e pupilas...vivendo sob assas...enquanto eu fico a sua espera, na esfera do chão...
Com vocês a letra da trilha sonora de um dos filmes mais intrigantes da minha vida.
Com vocês a letra da trilha sonora de um dos filmes mais intrigantes da minha vida.
"Delicada Relação"
“Your Soul”
Rita
“Fale-me dos momentos de medo
É mais fácil ficar na retaguarda
Quando o frio sopra lá fora
Eu incendiarei você por dentro
Um dia você vai poder parar
De correr entre as sombras
Que há em sua alma
Em sua alma.
Vamos dissipar a cortina da neblina
Vamos ficar na luz não na sombra
Quando você vai parar com esse jogo?
Você pode chorar às vezes
Quando alguma coisa se parte dentro de você.
Fale-me sobre os seus momentos de medo
É muito mais fácil sentir medo
Junto com alguém
E quando o vento frio soprar lá fora
Eu incendiarei você por dentro
Um dia você vai poder parar
De correr entre as sombras
Que há em sua alma
Em sua alma.”
Rita
“Fale-me dos momentos de medo
É mais fácil ficar na retaguarda
Quando o frio sopra lá fora
Eu incendiarei você por dentro
Um dia você vai poder parar
De correr entre as sombras
Que há em sua alma
Em sua alma.
Vamos dissipar a cortina da neblina
Vamos ficar na luz não na sombra
Quando você vai parar com esse jogo?
Você pode chorar às vezes
Quando alguma coisa se parte dentro de você.
Fale-me sobre os seus momentos de medo
É muito mais fácil sentir medo
Junto com alguém
E quando o vento frio soprar lá fora
Eu incendiarei você por dentro
Um dia você vai poder parar
De correr entre as sombras
Que há em sua alma
Em sua alma.”
letra da canção do filme "Delicada Relação"
terça-feira, 11 de setembro de 2007
"Quem roubou minha esperança?"

Pintura deOdilon Redon,
na obra: Pandora.
O que é o novo?
Silenciosamente eu me pergunto.
Silenciosamente eu me pergunto.
Tudo no final escurece,
tudo emudece, tudo some.
Eu contemplo a dicotomia dia/noite,
Eu contemplo a dicotomia dia/noite,
daqui a janela do meu quarto.
me ensina a descobrir que os minutos passam,
assim como os carros, cães, pessoas.
Só os meus mosntros aindam não passaram.
Eles costumam descer quando estou sozinho.
E mais um dia não cumpri com o que devia.
Minha alma está comprometida,
e sou culpado com tudo que aconteceu.
Tenho um desejo incontrolável de me rasgar.
Espero pelo novo.
Como se já não soubesse o que é viver com coragem,
nessa terra obscurecida no medo.
"Meu ensaio sobre a cegueira"
"Os olhos são as janelas da alma"Surpreendentemente encontramos um tempo, Fagner e eu, para conversarmos mais assuntos acerca do conhecimento. Tentávamos encontrar respostas diante de tantos distúrbios visíveis em cada gesto grotesco dos considerados ‘humanos’.
Queríamos entender a fome, a miséria, a falta ou até mesmo a indignidade de se viver nos fascinante e admirável ‘mundo novo’. Do qual a tecnologia e a ciência estão cada vez mais múltiplas, mas infelizmente sem retornar o ‘bem comum’ que outrora desejávamos.
Escrevo isso porque vemos valores altíssimos de dinheiro sendo usado para pequenos prazeres, ou em grandes futilidades. Daí surgem inúmeros exemplos, como biquínis com pedras preciosas, decorações para festa de cachorros, programas como o BBB!(eca!)...que roubam espaço de tantos outros projetos que se findam por falta de uma quase inconsiderada verba.
O que é isso? Não é um simples desequilíbrio, nem mesmo uma explicada teoria de que quem tem faz o que quer, e quem não tem morre por querer. O problema é muito mais complexo, muito mais antigo, muito mais animal do que nossa vã filosofia poderia um dia imaginar. Estamos falando de cegueira.
Sim, só pode ser cegueira; porque pra gente aceitar tudo isso só mesmo pensando que ficamos cegos, doente dos olhos... ‘o que os olhos não vêem o coração não sente’. Deve ser por isso que não nos juntamos na luta, porque a cegueira não possibilitou regressarmos aos mesmos pontos de vista. Estamos dispersos, errantes, errados.
Falamos de fome ali, acolá, e cá? Cá dentro a alma humana ‘vazia’ nem consegue nos dar vida, está faminta de novos sonhos.
Falamos de miséria como se falássemos de problemas distantes, distintos, impiedosos. Pobre de nós, cegos que não enxergamos a prisão miserável em que se encerrou nossa condição humana. ‘somos pássaros novos, longe do ninho’.
E se porventura decidíssemos lutar. Perceberíamos que de ‘olhos abertos nos esquenta o sol’, que ‘só se vê bem com o coração’. Se nos víssemos verdadeiramente, nos enamoraríamos com a bela imagem do homem, esquecida dentro do velho ‘narciso’ que existe em nós. Veríamos quão bela é a vida. E que mesmo miserável, a criatura humana pode encontrar solução.
Mas, não! Continuam miseráveis todos tecnólogos, cientistas e doutores, que não sabem enxergar como acabar com as nossas verdadeiras angústias que nos deixam em decomposição.
Queríamos entender a fome, a miséria, a falta ou até mesmo a indignidade de se viver nos fascinante e admirável ‘mundo novo’. Do qual a tecnologia e a ciência estão cada vez mais múltiplas, mas infelizmente sem retornar o ‘bem comum’ que outrora desejávamos.
Escrevo isso porque vemos valores altíssimos de dinheiro sendo usado para pequenos prazeres, ou em grandes futilidades. Daí surgem inúmeros exemplos, como biquínis com pedras preciosas, decorações para festa de cachorros, programas como o BBB!(eca!)...que roubam espaço de tantos outros projetos que se findam por falta de uma quase inconsiderada verba.
O que é isso? Não é um simples desequilíbrio, nem mesmo uma explicada teoria de que quem tem faz o que quer, e quem não tem morre por querer. O problema é muito mais complexo, muito mais antigo, muito mais animal do que nossa vã filosofia poderia um dia imaginar. Estamos falando de cegueira.
Sim, só pode ser cegueira; porque pra gente aceitar tudo isso só mesmo pensando que ficamos cegos, doente dos olhos... ‘o que os olhos não vêem o coração não sente’. Deve ser por isso que não nos juntamos na luta, porque a cegueira não possibilitou regressarmos aos mesmos pontos de vista. Estamos dispersos, errantes, errados.
Falamos de fome ali, acolá, e cá? Cá dentro a alma humana ‘vazia’ nem consegue nos dar vida, está faminta de novos sonhos.
Falamos de miséria como se falássemos de problemas distantes, distintos, impiedosos. Pobre de nós, cegos que não enxergamos a prisão miserável em que se encerrou nossa condição humana. ‘somos pássaros novos, longe do ninho’.
E se porventura decidíssemos lutar. Perceberíamos que de ‘olhos abertos nos esquenta o sol’, que ‘só se vê bem com o coração’. Se nos víssemos verdadeiramente, nos enamoraríamos com a bela imagem do homem, esquecida dentro do velho ‘narciso’ que existe em nós. Veríamos quão bela é a vida. E que mesmo miserável, a criatura humana pode encontrar solução.
Mas, não! Continuam miseráveis todos tecnólogos, cientistas e doutores, que não sabem enxergar como acabar com as nossas verdadeiras angústias que nos deixam em decomposição.
Estamos cegos e a cada dia que passa parece que ‘nos perderemos entre monstros da nossa própria criação’. E ‘serão noites inteiras, que talvez por medo da escuridão, ficaremos acordados imaginando alguma solução para que esse nosso egoísmo não destrua nosso coração’.
Suplico a todos: ‘Homens, uni-vos!’ Aprendei com vossos irmãos.
Conheça a genealogia de um nordestino que cria histórias para aliviar a fome de seus filhos. Aprenda com as crianças a brincar com roupas velhas, a colorir papéis, a sonhar com a vida simples. Descubra a tecnologia que existe nas famílias mais pobres, que conseguem viver do pouco dividido em migalhas. Tal simplicidade, é de tamanha ciência que misteriosamente hoje, milhares de vidas vivem, sem sabermos por onde.
Para mim, tudo não passa de uma simples questão de visão, que posteriormente aguçará todo seu querer. Que te fará ser simples e feliz, e definitivamente ‘sair da caverna’.
Mas é claro se preferir, continue com seu biquíni, com seu cachorrinho, com seu casaco de pele, com o sexo do BBB, na escura terra onde você vive, enquanto abro os meus olhos para viver de novo minha luta. Da luta, não me retiro, assim como nosso poeta Fagner,um dia me escreveu:"Se mesmo depois de tanta 'luta' não pudermos encontrar abrigo nas sombras da simplicidade, então, pelo menos, rocemos, nem se for por um momento, nossas frágeis asas nessa nuvem-estado-de-espírito que tanto almejamos..." Sim, Fagner...meu grande amigo, “tudo vale a pena”.
Suplico a todos: ‘Homens, uni-vos!’ Aprendei com vossos irmãos.
Conheça a genealogia de um nordestino que cria histórias para aliviar a fome de seus filhos. Aprenda com as crianças a brincar com roupas velhas, a colorir papéis, a sonhar com a vida simples. Descubra a tecnologia que existe nas famílias mais pobres, que conseguem viver do pouco dividido em migalhas. Tal simplicidade, é de tamanha ciência que misteriosamente hoje, milhares de vidas vivem, sem sabermos por onde.
Para mim, tudo não passa de uma simples questão de visão, que posteriormente aguçará todo seu querer. Que te fará ser simples e feliz, e definitivamente ‘sair da caverna’.
Mas é claro se preferir, continue com seu biquíni, com seu cachorrinho, com seu casaco de pele, com o sexo do BBB, na escura terra onde você vive, enquanto abro os meus olhos para viver de novo minha luta. Da luta, não me retiro, assim como nosso poeta Fagner,um dia me escreveu:"Se mesmo depois de tanta 'luta' não pudermos encontrar abrigo nas sombras da simplicidade, então, pelo menos, rocemos, nem se for por um momento, nossas frágeis asas nessa nuvem-estado-de-espírito que tanto almejamos..." Sim, Fagner...meu grande amigo, “tudo vale a pena”.
P.S.: Leiam também o que o poeta Fagner Roberto escreveu, em seu blog" http://asasdeanjotorto.blogspot.com " no texto 'Homo Sapiens'...que você tenha boas reflexões.
sábado, 8 de setembro de 2007
O grito de Macabéa, misturado com amor de Fernando Pessoa.
" A verdade vos libertará"...Sete de setembro: "Independencia"?
Vou ser oportunista e usar do dia de hoje pra escrever um pouco do que penso sobre a “Independência” de nós brasileiros. Poderia começar escancaradamente dizendo que nunca fomos realmente independentes, pela questão de nunca termos desvinculado do poder incessante dos ‘outros’ sobre nós. Quando gritamos no Ipiranga, certamente já sabíamos que seriamos prendidos pelos fios do capital externo. Hoje, visivelmente ilustrado com o ‘modismo americanizado’ em que muitos jovens são adeptos.
Mas não, antes mesmo de falar de economias em desenvolvimento, e de países emergentes; ou de redigir a respeito da misteriosa esfinge do capital,quero ficar diferentes dos outros que protestam.
Ontem a noite estava lendo o Capra e um pouco de nostalgia me bateu. São tantos dados assustadores que marcaram a imagem desse grande tão maravilhoso país, que um dia me consumirá.
Vou ser oportunista e usar do dia de hoje pra escrever um pouco do que penso sobre a “Independência” de nós brasileiros. Poderia começar escancaradamente dizendo que nunca fomos realmente independentes, pela questão de nunca termos desvinculado do poder incessante dos ‘outros’ sobre nós. Quando gritamos no Ipiranga, certamente já sabíamos que seriamos prendidos pelos fios do capital externo. Hoje, visivelmente ilustrado com o ‘modismo americanizado’ em que muitos jovens são adeptos.
Mas não, antes mesmo de falar de economias em desenvolvimento, e de países emergentes; ou de redigir a respeito da misteriosa esfinge do capital,quero ficar diferentes dos outros que protestam.
Ontem a noite estava lendo o Capra e um pouco de nostalgia me bateu. São tantos dados assustadores que marcaram a imagem desse grande tão maravilhoso país, que um dia me consumirá.
Eu ao invés de assustar vocês quero incentiva-los a uma nova perspectiva. A mesma que Fernando Pessoa, um caro escritor português, brisadamente lançou sobre nós. Quero falar do nosso País, da independência e do amor.
Quando penso em Brasil, nem sei porque me vem a cabeça a senhora Macabéa, personagem do lovro "A hora da estrela" de Clarice Lispector. Pergunto: O que Macabéa pensava sobre a 'Independencia do Brasil'? Parece cômico? Não, é a óbvia ponderação acerca do que pensam os brasileiros. Os brasileiros pensam como Macabéa, assim como eu também penso.
Macabéa sugiro eu, em um sete de setembro, gritaria o seu amor preferencial a 'coca-cola'. Adoraria ver nossos maravilhosos desfiles. Tão organizados, mas tão organizados, que chegam a me arder de tanta comoção. Onde estive esse tempo todo enquanto eles treinavam simetria? Onde Macabéa está?? Aplaudindo, comendo algodão doce?? Usaria do desfile como um propósito de encontros, de se por a mostra, de ser objeto de orgulho das autoridades locais!!Essa é Macabéa. Esse é o meu povo.
Ah! onde está a Independência? hum...desta propriamente dita eu não sei. Nós no euforismo nem ousamos pensar. Talvez esteja adormecida nos livros de história. Somos nesse momento 'pássaro novo longe do ninho', somos inocentes. Nosso pensar é inocente. Usamos do pouco, dos míseros 10% de cérebro. E nesse instante, ah!!! nesse instante preferimos pensar como Macabéa. Oxalá aqueles que usam um pouco mais vão puco mais além da 'sombra da caverna'.
Macabéa não. Ela toma sua coca-cola, debaixo do ipê roxo de frente do palanque dos maiorais. (Imorais? Ops!) Eita Macabéa!!! O que você pensa aí? "Pensar é estar doente dos olhos".
Macabéa não pensa. Macabéa delicadamente sente, transita, enamora, revigora e mais do que nunca, Macabéa: ama.
Em frações de segundo Macabéa deseja o Brasil. Um vigor patriático a possúi e a faz amar. Assim como eu e como muitos de nós amamos. Como é lindo nosso Brasil! Brava gente! Abrindo as assas sobre nós!
E se outrora eu afirmava que a lição pessoiana 'de Pessoa' era um intrumento básico pra se viver esse nosso amado sete de setembro é porque um dia ele se sentiu, quis muito ser brasileiro, e 'misteriosamente foi', e por imaginar que talvez como milhões de brasileiros que vão as ruas gritar, ou tocar em tambores, amam, e são inocente. São Macabéa, e adoram coca-cola gelada.
Sim eles amam, e sabem amar:
"Amar é a eterna inocência,E a única inocência não pensar…" (F Pessoa)
Sejam bem vindos a "Hora da Estrela"
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
"Ensaio sobre a simplicidade- I"

"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”. Clarice Lispector.
Depois de alguns parágrafos trocados com meu companheiro de leituras e de viagens metafísicas, meu caro jovem poeta, Fagner Roberto e eu, findamos nossas idéias com a frase da minha ‘primeira amada’, a senhora Clarice Lispector.
Mas o que é ser simples? Podemos trabalhar para alcançar a nossa simplicidade? Está não seria intrínseca a natureza humana?
Nós filhos de Adão, nos reconhecemos pela primeira vez como homens no momento exato em que estávamos nus, desprovidos de vestimentas, de idéias, de respostas. Embora houvesse um paraíso, bem sabíamos que já não pertencíamos aquele reino. Foi então que fomos mandando pra cá, neste nosso chão. Onde derramamos tantas lagrimas debaixo de tantos sofrimentos. Tantas brigas por posses, ganâncias, na luta da considerada pseudo ‘dignidade’.
Fomos incumbidos de tomarmos nossos sustentos pelas nossas próprias mãos. E o que desejamos nós, Filhos de Adão? Quando foi que nos vimos trabalhando pela simplicidade? Certamente não deve ter sido ao erguemos suntuosas igrejas, ornadas com ricos brocados de ouros. Muito menos no assistencialismo barato, vendido em qualquer empresa infeliz que empregue mal o seu dinheiro do terceiro setor.
Se fossemos a Adão, descobriríamos se existiu algum momento do qual a simplicidade tomou espaço dentro dos olhos dele? Acredito que não. Esforço-me em recordar quando foi a ultima vez que vi um único ato sequer de simplicidade.
Algo em mim recusa o silêncio, pois ouso perguntar: “Porque os religiosos não fazem votos de ‘simplicidade’”? Pois se eles o fizessem se importariam menos com tantos outros votos, ou compromissos. Porque queremos coisas grandes demais?
Subentendo que ‘quanto menor a casinha, mais sincero o Bom Dia!’E se me questiono sobre a simplicidade é por saber que em mim nada tenho movido para que ela fosse minha aliada. Por mais que a desejo acabo usando de seu nome para me justificar. E bem sei que quanto mais eu desejar ser simples, mais distante estarei de uma vil centelha de qualquer chama que dela brotasse.
Em quais sentidos meus eu experimentei a simplicidade? Visão? Audição? Paladar? Tato?Olfato? Não, eu nunca a senti. Então o que é simplicidade? O que sei dela?
Não sou um puro de coração o bastante, caro Fagner.Estou encerrado por um triz em minhas ambições. Suponho que ser simples seja uma forma indesejada de amadurecer. Desconfio ainda que promover simplicidade ultrapassa modismos solidários. E ainda penso que simplicidade tem mais a ver com uma simples atenção do que minimalismos.
Erram ainda os que aceitam a idéias de que a simplicidade anda de mãos dadas com a miséria. Ao contrário do que pensam, ela se contra na mais alta nobreza. Só um considerado nobre pode descobrir de maneira razoável o que venha ser um pouco de simplicidade. Ao miserável, o contrário. Enfeitam seu caminho de orquídeas que ameaçam morte sem manter contato com as raízes, a água e o sol.
Ao terminar minha pequena apologia, devo ainda dissertar acerca do tempo. Sim, leva-se tempo para se tornar simples. É trabalhoso. É nessas horas que recorro a santa intuição, sem a qual homem algum deveria viver. Desmistifico primeiro as premissas hipócritas. A virtude está sempre na simplicidade. E se Adão na sua nudeza e descoberta de um mundo novo não se dispôs a encarar a simplicidade, eu na minha incompreensão considero que um dia irei encontrar refúgio sob as sombras dessa virtude que começo a plantar desde hoje. E se acaso eu não souber agir pelo simples, submeto-me na mais digna pobreza íntima, a escutar o silêncio da minha ensolarada consciência.
andei pensando em: Árvore...
terça-feira, 4 de setembro de 2007
O Velho Novo (feito por mim)

Imaginem a ação
Morbidamente sucumbida
Antes, porém esquecida
Galgando jovens cidadãos
Entre batuques e buzinas
Negam espaço à rotina
A cidade abre braços pra arte então
Cegamente injuriados
Ansiosos por um espaço
Ouvem cantigas num barracão
Importante pra todos eles
Mais do que aplausos e glamoures
Amam e querem dar vida a emoção
Garça agora precisa de Lia
Em esquinas, em versos em padarias
Nuveando no céu realejos de ilusão
Aos santos que tanto intercedem
Carecem bençãos, fogueira e oração
Abençoe as ruas de nossa Garça
O dia de hoje e a arte calada em condição

Intimar a todos talvez eu poderia
Mas prefiro ser simples como o chitão
Antes pois só revelo meu desejo
Guardado em poesias de libertação
Entro em cena com os filhos de Cabral
Negrarte, Zé da Luz, por toda parte
Antecedem nossa cultura em mutação
Curiosos, catedráticos e dramáticos
Apresento-lhes o velho-novo de toda a região
O nosso grupo colorido de teatro
O nosso grupo teatral: “Imagen/ação”.
Morbidamente sucumbida
Antes, porém esquecida
Galgando jovens cidadãos
Entre batuques e buzinas
Negam espaço à rotina
A cidade abre braços pra arte então
Cegamente injuriados
Ansiosos por um espaço

Ouvem cantigas num barracão
Importante pra todos eles
Mais do que aplausos e glamoures
Amam e querem dar vida a emoção
Garça agora precisa de Lia
Em esquinas, em versos em padarias
Nuveando no céu realejos de ilusão
Aos santos que tanto intercedem
Carecem bençãos, fogueira e oração
Abençoe as ruas de nossa Garça
O dia de hoje e a arte calada em condição

Intimar a todos talvez eu poderia
Mas prefiro ser simples como o chitão
Antes pois só revelo meu desejo
Guardado em poesias de libertação
Entro em cena com os filhos de Cabral
Negrarte, Zé da Luz, por toda parte
Antecedem nossa cultura em mutação
Curiosos, catedráticos e dramáticos
Apresento-lhes o velho-novo de toda a região
O nosso grupo colorido de teatro
O nosso grupo teatral: “Imagen/ação”.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
“O mundo é uma comédia para os que raciocinam e uma tragédia para os que sentem”
É difícil aceitar algumas tendências da filosofia moderna, mas com uma delas hoje eu vou ter de concordar. Sinto o mais profundo da ‘contingência’ do meu ser.
Sei que essa minhas idéias logo hão de passar, mas hoje tenho que escancarar a porta que levarão vós todos ao altar da minha imagem mórbida. Estou lá, nadificando-me. Percebendo que em nada mudei, e nem vós mudaram. A luta foi em vão.
São tantos investimentos: dôo meu sangue, leio livros complicados, pago impostos, acredito no comunismo, rezo em Igrejas, ando por ruas novas, acredito em novas amizades, mas não, o mundo não muda!
Os existencialistas bem sabem o que é isso. É a minha considerada ‘nadificação do ser’, tô metornando um nada. Sentindo-me contingente a tudo e a todos. É claro, parte disso deve-se ao sistema em que vivo, totalmente descartável e utilitarista, do qual nenhum sobrevivente pode escapar. Sou em parte importantes sim,mas só no momento em que fiz vossos impérios particulares se sustentares. Somente quando vós, homens da famosa ‘terra de Gigantes’, são condecorados, ou quando enfeito as ruas de vosso império. Quando promovo o ‘bem ou o bom’.
Que foda! E é proposital esse ‘foda’ hoje. Não sou de usar de palavras de calão. Mas hoje, quero quebrar protocolos, rasgar contratos, queimar bandeiras. Quero ser preso em cadeia por desacato, por infligir toda a vossa regra do jogo.
Soa com ironia a pergunta de Humberto “Quem são eles? Quem eles pensam que são?” É por esse motivo que prefiro ser mantido em cativeiro. Assim afasto-me da vossa passividade cruel,em pleno ativismo daí de fora. Hoje eu sei que nada que venha da natureza humana me basta. Assim como não basto a nenhum de natureza humana. Hoje determino que vós homens, que carregam cada um seu império; que defendem seus interesses medíocres, que desenham imagens coloridas por cima de cinzas (e não fazem isso para pacificar vossas consciência, mas sim o fazem por se envergonhar das brasas que agora ainda queimaram do meu jardim) Vós homens são soberbos demais. Eu fui por vós, mas vós não fostes por mim. Determino que hoje eu sou somente meu. Não pertenço mais aos vossos sonhos.
Não quero usar de exemplos, nem mesmo de metáforas. O que desejo escrever agora é algo muito maior do que qualquer figura. Escrevo com meu sangue cada linha, e quero ser sucinto.
A pobreza é minha companheira, só mesmo a ela que vós me abandonastes. Estou na mais exata solidão, com paupérrimos momentos de sono sem sonhos. Empobreci-me no altar da minha criação. Sou sacrifício vivo da tristeza.
E hoje, ‘hoje a tristeza não é passageira, hoje eu fiquei com febre a tarde inteira’.
Cante pra mim uma canção pra eu viver mais. Escapem vós homens rígidos, dessas corriqueiras preocupações. Cante pra mim uma canção. Coloque fotos nossas em vossos armários, leia meus escritos com ‘olhos exuperyanos’.
Pronto travei. Acho que era até aqui que queria chegar mesmo. Acho corajoso um homem como eu tirar armaduras contra todos esses sistemas e estampar essas minhas dores, minhas feridas. Publicamente.
Quem tiver ouvidos ouça. Quem tiver olhos veja. Desejo a vós que um dia descubram o que é viver mais.
Sei que essa minhas idéias logo hão de passar, mas hoje tenho que escancarar a porta que levarão vós todos ao altar da minha imagem mórbida. Estou lá, nadificando-me. Percebendo que em nada mudei, e nem vós mudaram. A luta foi em vão.
São tantos investimentos: dôo meu sangue, leio livros complicados, pago impostos, acredito no comunismo, rezo em Igrejas, ando por ruas novas, acredito em novas amizades, mas não, o mundo não muda!
Os existencialistas bem sabem o que é isso. É a minha considerada ‘nadificação do ser’, tô metornando um nada. Sentindo-me contingente a tudo e a todos. É claro, parte disso deve-se ao sistema em que vivo, totalmente descartável e utilitarista, do qual nenhum sobrevivente pode escapar. Sou em parte importantes sim,mas só no momento em que fiz vossos impérios particulares se sustentares. Somente quando vós, homens da famosa ‘terra de Gigantes’, são condecorados, ou quando enfeito as ruas de vosso império. Quando promovo o ‘bem ou o bom’.
Que foda! E é proposital esse ‘foda’ hoje. Não sou de usar de palavras de calão. Mas hoje, quero quebrar protocolos, rasgar contratos, queimar bandeiras. Quero ser preso em cadeia por desacato, por infligir toda a vossa regra do jogo.
Soa com ironia a pergunta de Humberto “Quem são eles? Quem eles pensam que são?” É por esse motivo que prefiro ser mantido em cativeiro. Assim afasto-me da vossa passividade cruel,em pleno ativismo daí de fora. Hoje eu sei que nada que venha da natureza humana me basta. Assim como não basto a nenhum de natureza humana. Hoje determino que vós homens, que carregam cada um seu império; que defendem seus interesses medíocres, que desenham imagens coloridas por cima de cinzas (e não fazem isso para pacificar vossas consciência, mas sim o fazem por se envergonhar das brasas que agora ainda queimaram do meu jardim) Vós homens são soberbos demais. Eu fui por vós, mas vós não fostes por mim. Determino que hoje eu sou somente meu. Não pertenço mais aos vossos sonhos.
Não quero usar de exemplos, nem mesmo de metáforas. O que desejo escrever agora é algo muito maior do que qualquer figura. Escrevo com meu sangue cada linha, e quero ser sucinto.
A pobreza é minha companheira, só mesmo a ela que vós me abandonastes. Estou na mais exata solidão, com paupérrimos momentos de sono sem sonhos. Empobreci-me no altar da minha criação. Sou sacrifício vivo da tristeza.
E hoje, ‘hoje a tristeza não é passageira, hoje eu fiquei com febre a tarde inteira’.
Cante pra mim uma canção pra eu viver mais. Escapem vós homens rígidos, dessas corriqueiras preocupações. Cante pra mim uma canção. Coloque fotos nossas em vossos armários, leia meus escritos com ‘olhos exuperyanos’.
Pronto travei. Acho que era até aqui que queria chegar mesmo. Acho corajoso um homem como eu tirar armaduras contra todos esses sistemas e estampar essas minhas dores, minhas feridas. Publicamente.
Quem tiver ouvidos ouça. Quem tiver olhos veja. Desejo a vós que um dia descubram o que é viver mais.
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