terça-feira, 10 de julho de 2007


"tenho sede...dá-me de beber!"
em pequenas gotas..conta-gotas!

Uma pausa para inspiração:


Com vocês, uma das maiores e na minha opinião a melhor
banda de rock nacional:
Pato Fu!!! Com a música: Agridoce,
Interpretada por Fernanda Takai; Letra: John!
"Porque tudo que era amargo, foi se tornando doce..."(?)
(São Francisco de Assis)

AGRIDOCE(John)
Por que você às vezes
Se faz de ruim?
Tenta me convencer
Que não mereço viver
Que não presto, enfim
Saio em segredo
Você nem vai notar
E assim sem despedida
Saio de sua vida
Tão espetacular
E ao chegar lá fora
Direi que fui embora
E que o mundo já pode se acabar
Pois tudo mais que existe
Só faz lembrar que o triste
Está em todo lugar


E quando acordo cedo
De uma noite sem sal
Sinto o gosto azedo
De uma vida doce
E amarga no final
Saio sem alarde
Sei que já vou tarde
Não tenho pressa
Nada a me esperar
Nenhuma novidade
As ruas da cidade
O mesmo velho mar

"Agridoce"



"Daí o porque de se esperar a morte
Como a de um impulso que nada se acresce
Remoto e recogito entre novas ruas
E só com a frestinha da luz da lua
O solitário babaca rua desce.

E se me perguntam
O que tanto me esmorece
É o gosto doce e sublime do amargo
que em fundo parece forte e fraco
dentro de tanta coisa boba que floresce."


(Fábio Martins- O templário)

"Fúnebre" (Chulear o chulo-4)



"Entre marchas e sons de sereias
Uma melodia surreal se constrói
Coração aqui só se corrói
Conto notas e invento acordes
Entre políticas em sustenidos
E amores em bemóis."


(Fábio Martins- O Templário)

"Pasculhacho" (Chulear o Chulo-3)


"Sangue cai e pinga
E assim conheço a nostalgia
Aprendo a viver só de pão

Porque circo ensolaresse qualquer palhaço
E quando vejo: esculhaço
Palhaço: pra isso eu não sirvo não."


...Porque de pão e circo, tanta gente gosta!
(Fábio Martins- O Templário)

"Tiram o meu sol" (Chulear o Chulo- 2)




Prédios endiabrados,
Conspiram contra meu jardim
Ruas com calabouços
Executam cantigas descrentes
E assim: dicotomicamente
Preparam o meu fim.

Fujo de minotauros
Entre labirintos de brim
Pessoas, olhares e monstros
Escurecem e engeladam contentes
Entre prédios endiabrados
Porque tiraram o meu sol de mim.


(Fábio Martins- O Templário)

"Apologia Superficial" (Chulear o chulo)

"Esperando; esperei no Senhor”
não recebi o que eu queria
mas talvez o que eu já esperava
e talvez por isso eu morreria.

Dores que machucam e maltratam
Que queimam sem encontrar solução
Até quando o vazio do vulcão
Vai conseguir estancar a erupção?

Quero o sábio e o sadio
O sabido e o sabor
O sorriso e o soado
O tranqüilo e o tentador

Quero o misterioso e inconstante
O constante nas batalhas,
Do messias o precursor

Quero a força do medo,
E sem medo da força
Quero ser extrangeiro
O meu próprio lutador.


(Fábio Martins-O Templário)

segunda-feira, 9 de julho de 2007



"Apologias Em Conta Gotas"
Porque eu gosto dos que têm fome,
dos que morrem de vontade,
dos que secam de desejo
dos que ardem!!!

CHULEAR O CHULO (ED 1)

*Chulear: Coser a orla de (0 tecido) de modo que não se desfie.


*Chulo:Usado pela ralé; ordinário.


(Criei o "Chulear o Chulo" pra vocês saberem que todas as vezes
que aparecer postagens com esse título estarei publicando o que
alguns chamam de poesias minhas, ou como prefiro dizer:
fragmentos de minha vida fugaz)


Amigo Oculto

essa postagem é em especial para o amigo que (como escutei uma vez) talvez eu nunca conheci, mas sempre soube que existiu. E talvez um dia leia e saiba que foi pra ele mesmo que eu postei. Simplesmente perfeito "para raros"!

“Por isso meu amigo, preciso tanto de sua amizade. Tenho sede de um companheiro que para além das questões controversas da razão, vê em mim o perigo desse fogo... A você eu posso ir sem necessidade de vestir meu uniforme ou de recitar um corão; não preciso renunciar nenhum pedaço do meu lar interior. Quando estou perto de você não preciso me desculpar, não preciso me defender, não preciso provar nada... Para além de minhas palavras desajeitadas, para além dos julgamentos, que podem me levar ao erro, você enxerga em mim a pessoa-eu, que eu e todos os outros sentimos a necessidade de sermos reconhecidos, eu me sinto puro em você e vou até você. Preciso ir até onde sou puro... Meu amigo, preciso de você como de um a altura onde se respira outra coisa...” (Saint- Exupéry- Confissões de uma amizade)

"Começando..."

“Corro perigo como toda pessoa que vive, a única coisa que me espera é o inesperável”. (Clarice Lispector)

preciso esclarecer algumas coisas.
E como não posso sair falando com as paredes, só porque elas não escutam, é que prefiro escrever.
Talvez eu me leia depois.
Eu já não sei se consegui sair do ponto de partida.
Quero escrever mas não sei como.
Um emaranhado de monstros batalham dentro de mim e não me deixam sossegar. O que vou fazer com aquilo que fizeram comigo? Que fizeram com o meu país? Com minha cidade? Minha família? Com meus amigos? Não sei se é isso o que realmente mais me incomoda. O que mais me incomoda, talvez seja o fato de perceber que podem fazer comigo. Eu posso ser conquistado, mas não sei como conquistar.

Eu preciso abraçar. É necessário! Como lutar contra isso? Desejo o encontro. A partida e a chegada. Por que a gente cisma em se enganar?

Existe uma força e eu sei; não é por ele, mas pelo que sinto por ele. Eu tenho que lutar contra essa força. O que tenho? (apaixonado por um tal sistema)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

"Trovador de Mim"

"...faço poesia não porque seja poeta mas para exercitar minha alma, é o exercício mais profundo do homem. Em geral sai incongruente, e é raro que tenha um tema: é mais uma pesquisa do modo de pensar." (pg. 100)Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres - Clarice Lispector

Com todo o respeito ao grupo dos escritores. E com todo o amor que tenho, a todos os amigos da APEG, eu "Templário", sou um jovem "Trovador de mim". Não sei escrever correto, mas fico contente, porque sei que o correto, ninguém costuma ler... "Não pise na grama"..."Não entre"..."Aguarde na fila"...Escrevo solto, como numa dança, como se tocasse música, e eu dançasse com os dedos pelo teclado...(Oh! que aberração) Acabei de matar Shakespeare? Mas, alguma coisa me faz acreditar que posso escrever, e que existe um som que posso decifrar por letras. Ainda não sei como, mas treino; aqui! Assim como a minha amada Clarice outrora escrevera: "O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta". tento não ficar chateado com os comentários que possam vir a aparecer. Afirmo a vocês que na vida se precisa descobrir o sabor do saber... dar o famoso tempero...e que pretensão a minha, talvez eu seja a pimenta, ou coentro. Eu ando pelo mundo, prestando atenção em cores que não sei o nome. Assim eu vou...assim sou eu! Trovador de mim!
“Meus olhos ungidos de Novo, Sim!- meus olhos futuristas, meus olhos cubistas, mus olhos interseccionistas,Não param de fremir, de sorver e faiscar Toda a beleza espectral, ransferida, sucedânea,Toda essa Beleza-sem-suporte,Desconjuntada, emersa, variável sempreE livre- em mutações contínuas,Em insondáveis divergências...”(Mário Sá Carneiro-Poeta Português)
matéria- energia – vibração .........essa é a sequência!

"As brigas que ganhei"...

"Cante para mim algo novo...Você não sabe o frio, o vento e aChuva não sabem.Eles apenas parecem vir e ir embora.Os tempos são difíceis. Quando as coisas não tem significado". (Banda Oasis- Stand by me)
quando escutei pela primeira vez essa música, achei perfeita. A letra e a melodia se colam de maneira exemplar. Comecei a vasculhar no que despertava a minha atenção em pouco mais de 3 ou 4 minutos de música. Descobri! Não era só música. Havia dor, solidão e frio... As pessoas que por ventura lerem esse blog, (pelo menos o início dele) formará de mim a imagem de um jovem babaca que atarefado com suas atividades corriqueiras, toma tempo pra jogar na net um bando de letra que retratam solidão e melancolia. Mas, vejam bem, o que sobre na alma humana depois de tudo o que anda acontecendo na nossa vida? existe problemas no governo político, familiar, educacional, ambiental, sentimental, todos esses governos, encontram-se desconfigurados, decodificados, fragmentados...qual é a imagem que posso ter nessa vazio e cinza tarde de domingo? é evidente! o jovem pós-moderno, está descontente. Existe um desejo de vitoria, misturado com um desejo de morte, como dizia Heidegger. Ser-para-morte. Esse famoso e assustador pensamento do existencialismo, pode nos tirar horas de sono, pra chegarmos a conclusão de que 'o inferno são os outros', e de que 'o Ser-em-si, e o Ser-para-si', estão cada vez mais distante de serem vislumbrados. O que acontece com essa existência?brigas que ganhei, que perdi, 'emoções que vivi', o que fica na memória? cinza? pó? poeira? Por que tanto descontentamento, tanta impunidade? Vivendo no desassossego?O que somos nós afinal? o que sou eu nessa terra de gigantes? Putz! quantas perguntas! Crise de identidade?ou desejo de ser o que ainda não sou? Ah! vou dormir, porque quando se dorme, foge dessa mal criada realidade. Insuportavel realidade! Desse incosntante devir. E quando eu acordar, quero estar na terra onde jorra leite e mel!

domingo, 1 de julho de 2007

"Que O Deus Venha"

Saibam que eu tenho aprendido muito e assimilado pouco, sou contraditório, dúbio, e verdadeiro, (viram?) gosto de ler, mas não leio muito, gosto de falar com pessoas que lêem; lêem o mundo, o ‘universo ao redor’, as crianças, os mendigos, as mexeriqueiras, os noticiários, os milagres da Criação. Falo de filosofia, mesmo não sabendo mt, acho que cada um tem um pouco de filosofia, um ‘amor pela sabedoria, mesmo que seja a sua própria’, falo de Paz, mas a acredito que não é fácil a conhecermos. O amor então, esse nem se fala, eu penso as vezes que o amor acabou sendo tt coisa que agora já não é mais nada...mas, depois volto a acreditar, qd vejo sorrisos...Dizem que a vida é como um piscar de olhos, até chegar um dia em que não vamos piscar mais, eu, de minha parte, tento ser Luz para os olhos, tanto dos meus quanto dos outros, pois me respondam, do que adiantaria acordar e não ver, piscar, piscar, e piscar... que eu seja a Luz, que eu seja a Paz, a paz dos celeiros cheios, do serviço pronto, a Paz que se tem qd se espera, e não qd se acaba... Saiba: eu tenho aprendido muito e assimilado pouco... "que o Deus Venha!" (Clarice Lispector)

Pra você viver mais...

"deixei que tudo, desaparecesse. Perto do fim, não pude mais encontrar, mas o amor ainda estava lá!"(Canção pra você viver mais-Pato Fu)
Acredito, penso e transpiro, inspiro...minha vida busca um sopro de liberdade. E perto do fim, venho caminhando por ruas nunca antes andadas, vendo cores nunca por mim nunca vistas, e pensando em futuros, em meus planos.Àqueles que não me conhecem, talvez perceberiam algo de inovador, mas além do bem e do mal, parafraseando o filósofo, sempre existe um estado de espírito; e é aqui onde eu me encontro, ou me perco. "Eu perco o chão, eu não acho as palavras, eu ando tão triste, eu ando pela sala"...Onde será que você está agora? Esse "você" se subtende um 'outro', um 'certo alguém' que acaba entrando em nossa vidinha e fazendo festa vai pagando a promessa de nos consumir...chego a pensar em certas horas que "eu não sou eu, nem sou outro, sou qualquer coisa de intermédio"...Mário Sá-Carneiro, eita cabra corajoso! teve força pra dizer tudo isso, que tanta gente assim como eu já sentiu! Agora, me vejo no início, no principio...tenho medo de tentar. Assim, tão certo, tão preciso...as vezes tão injusto, o caminho vai sendo percorrido. Sei que quando escrevo isso, não fujo do que quero dizer, e sei que quem a lê, saberá muito bem interpretar. Eu, caçador de mim, fazendo de minha vida, minhas palavras e de minhas palavras algumas apologias, pingadas, sofridas, simplórias,poéticas, sendo pulsadas como que caísse de um conta-gotas...bem vindo ao mundo quântico, romantico, solitário e abstrato..."E naquele tempo eu me demorava na cidade, que é chamada: A vaca colorida".